domingo, 13 de março de 2011

Um Dom de Deus

   Ontem a noite assisti "Cisne Negro". Chocou-me. Luminou-se um sonho eterno em mim. O filme propriamente dito é maravilhoso, tecnicamente bem feito, atuações maestrais, ou seja, uma obra de arte reflexiva e impactante àqueles que se quebram, se estilhaçam, em busca do alcançar do objeto de desejo de todos nós, a perfeição. E perfeição é o maior desafio do ser, seja para aqueles que desejam ser o melhor entre os iguais, ou mesmo ser o melhor desigual entre as diferenças.
   Ufa! Que filme. Me despertou aquele sonho/desejo de todo artista, ou ao menos da maioria, de viver arte, na arte e para a arte... e morrer nela. Não o morrer trágico, ou precoce, mas ter a visão da vida como uma dramaturgia completa, repleta de drama, melodrama, melodias e danças, onde a tragédia e a comédia não são desafios nem recompensa, e sim somente caminhos a serem percorridos para completar a estrada da vida.
   Ah, assistindo o filme pude sentir o cheiro da fumaça, o calor da luz e o coração indo à boca nas cochias... e estar em cena lembrei-me que é como estar na guerra, em busca da sobrevivência, em busca da “perfeição”. É onde os propósitos se justificam e nos tornamos fortes, talvez como Deus realmente gosta de ver, mas sei que muitas vezes não. Mas o que mais é expressivo é a determinação de um artista executando sua obra. Sejam atores, bailarinos, artistas plásticos, cantores, músicos ou com qualquer aquele que se determine a fazer o seu melhor...aí mora a arte.
   Gente, só sei que velhos sonhos com novas roupagens estão saindo das sombras donde adormeciam em mim, e o silêncio acabou. É tão bom respirar, ver a luz, sentir o coração flutuar e quase parar aproveitando ao máximo cada segundo de vida...
   Cisne Negro. Artistas assistam! Todos assistam e procurem-se nas ansiedades, perturbações, alegrias e sonhos que transcendem da realidade desta obra.
   Enfim, nada a menos que isso me tocou.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DEUS DE MONTES E DEUS DE VALES


Sem dúvida nenhuma, este é meu Deus. Está nos montes e nos vales.
É impossível para mim começar a escrever novamente como se eu não tivesse ficado aproximadamente seis meses sem postar um texto sequer. Saiba, não foi uma decisão racional, apenas intempéries com profundas mutações psicoespirituais que me fizeram naufragar num mar de acontecimentos que motivam o repensar a vida. Transforme-se, foi o que entendi disso tudo.
Agora, importando que estou de volta a este que é um campo fértil de idéias, sentimentos e motivações, quero dizer a você que vale a pena mudar. Vale mesmo enfrentar aquilo que é maior que você e ter a oportunidade de experimentar o sobrenatural de Deus, de verdade, acontecendo em sua vida. O que vale a vida no vale, se não tirarmos proveito para um crescimento espiritual e moral que não tem tamanho, mas sim, um mover em direção ao infinito.
É bom e, às vezes, seguro, saber que Deus não nos livra da fornalha, da boca do peixe ou da cruz. Mas Ele sim nos livra na fornalha, na boca do peixa e, claro, na cruz.
O que aprendi de mais importante neste período, foi trabalhar minha vida de maneira a propiciar a realização do milagre. Preparar minha mente, meu coração, meu jeito de ser para que o milagre se sinta seguro comigo, possa confiar que não o repreenderei, nem duvidarei dele. EU CREIO EM MILAGRES...tem até uma propagando assim né, hehehe. Mas eu creio sim! E estarei buscando toda oportunidade possível para que ele se torne cada vez mais confortável junto a mim. Quero vê-lo agindo em mim, nas pessoas que conheço e sei que também precisam. Quero vê-lo agindo em você. Hoje. Pois assim, sei que nossa vida terá a Mão de Deus para escrevê-la em linhas retas com tintas inapagáveis e poderosamente rica em alegria.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A FÉ QUE FAZ VOAR


Ontem fui a uma palestra ministrada pelo engenheiro aeronáutico brasileiro, Ozires Silva. Líder do grupo que sonhou, criou e fez decolar uma das maiores empresas de aviação do mundo, a EMBRAER.

Foi uma apresentação suscinta de seu currículo, a qual se encontra até mesmo digitando seu nome no google. Porém, um detalhe que os meios de comunicação virtuais talvez não alcancem, é o ingrediente principal da receita necessária para se conquistar algo. Claro, vários atributos são necessários para obter êxito numa escalada, para alcançar um objetivo que seja grandioso, e muitas vezes, travestido de impossível. O ex-ministro, ex-presidente da Petrobras, ex-presidente da Varig e, claro, ex-presidente da EMBRAER, discorreu sobre competência, persistência, preparação, educação, ousadia e tantas outras qualidades e esforços, mas o mais importante e essencial para mim, estava presente em cada passo dado por ele em seu caminho de sucessos, a fé. Pode-se dizer que com as qualidades e os esforços acima descritos você mesmo chegaria ou mesmo chegará a um patamar de conquistas similar ao deste velho e bom homem. Mas tenho certeza que sem fé, estas mesmas qualidade você não alcançaria. Sem fé, seus esforços são inúteis, são sementes sem terra, sem água, sem vida.

As conquistas deste homem, de carne e osso como nós, foram em algumas áreas específicas. Mas a receita para se conquistar sempre terá os mesmos ingredientes. Reflita um pouco sobre os seus afazeres, desde o pequenino ao que você empreende mais esforços. O que você tem realizado que possa constatar que usou da fé para alcançar êxito? Quais desafios você pode fazer para você mesmo, em que possa se aventurar tendo por base a fé?

Ele disse sonhe, seja empreendedor. Acrescento, tenha fé no seu sonho, tenha sonho no seu empreendimento. Sucesso pra você!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

QUE O VINHO NUNCA SE ACABE


Estes últimos dias foi tremendo para meu casamento. Fundamentais.
Enfim, descobri o segredo menos oculto de todos os tempos. O diálogo. É neste que, em sua prática, conseguimos acordar ou mesmo solucionar a respeito de quaisquer assuntos. Seja simples ou complexo, importante ou fútil, doloroso ou prazeroso. Seja benéfico ou maléfico, sem dúvida, hoje posso dizer, o diálogo no casamento é peça fundamental. Não pense que estou falando simplesmente do bater papo, ou que estou dizendo algo óbvio que todo mundo sabe. Um grande equívoco é este pensamento de que todos sabem disso, mas verdadeiramente poucos saboreiam dos seus frutos, do seu poder como uma só carne, por não fazer uso desta prática fundamental.
O primeiro milagre de Jesus entre os homens foi este: transformou água em vinho, e vinho do melhor. E isso ocorreu num casamento não por acaso. É Deus dando dica do que é mais importante. Só há, de fato, transformação no casamento quando há a presença de Jesus. É somente com ele que o vinho não acaba. O vinho aqui representa a alegria, a comunhão, a própria graça de Deus. E creio ser o diálogo, a disposição e disponibilidade matrimonial, como o processo e vinificação. Primeiro somos analisados, é extraído de nós os ramos que muitas vezes nos prende às coisas mundanas demais. Depois, frente a frente, somos pressionados, às vezes pisados mesmo, para podermos liberar o valioso suco, que deve ser colocado no recipiente certo, no lar, onde fermentará, talvez não de um dia para outro, se transformando, cotidianamente, na melhor safra que Deus tem para sua vida. Mas não se esqueça que esse trabalho só será excelente se executado com amor. Pois assim, nem os caroços de você uva, nem os caroços da uva amada serão feridos, amassados ou quebrados, deixando em seu vinho aquele gosto amargo do egoísmo e até do ódio.
Não precisa me criticar. Sei que falar é fácil, escrever pode ser mais ainda, porém, o que me importa é submeter-me a este processo de vinificação matrimonial, vivificação da minha família, minha herança.
Como desejo que possam nos ver a mim e a minha amada esposa, brindando, o nosso vinho especial de todos os dias, que quanto mais dias, meses, anos...melhor ficará. Faço convite a vocês casados a entrarem neste processo de produção do seus vinhos o mais urgente possível, e peço que colaborem na produção de vinho daqueles que amam, ensinado-os o processo de vinificação, o diálogo verdadeiro.

terça-feira, 9 de junho de 2009

MEUS JANEIROS


Quero falar um pouquinho do meu momento transe, do meu momento ponto, da ponte em que me sinto. Não sei se esta é uma fase ímpar, ou se virão outras similares, os mais experimentados que me digam, mas realmente estou na crise, curva dos 30.
A visão que tenho é de estar atravessando uma ponte, mas onde há somente trilhos, e no meio dela tem aquele sinalizador de direção se aproximando, me oferecendo opções para ao menos quatro caminhos diferentes. Que loucura. Muito, mas muito mais angustiante do que quando prestei meu primeiro vestibular. Naquela fase eu não me importava com que caminho seguir, só tinha em mente que devia seguir, meu coração, para onde quer que fosse. Hoje, depois de tirar as máscaras deste meu nobre companheiro de emoções, depois de despir este enganoso coração, sei da importância da decisão do agora.
Por um lado é uma pressão psicológica, pra mim, sem igual. Existencial. Por outro, é uma grande oportunidade para, pelo menos, nos próximos trinta anos, eu construir algo concreto nesta vida terrestre, se é que tal realização seja possível. Poderei escolher, ainda neste dias, uma ou outra habilidade que mais me apraz. Ou ainda, o que é meu desejo, parir uma idéia criativa, abençoada, rentável, que me proporcione angariar as conquistas que vislumbro com a junção dessas habilidades. Sempre apostei nos sonhos, na esperança. É incrível como tudo o que verdadeiramente eu quis, de alguma forma eu conquistei. Pode parecer estranho pelas coisas que você sabe que eu não tenho e nem conquistei. Não que é não gostaria de ter ou conquistar, mas esse poder só é válido quando o meu querer não é uma decisão racional, ou mesmo emocional. Ela é, descobri, espiritual. Sabe, é aquele desejo que é fora do controle. Você não decide se quer, simplesmente brota uma certeza de que aquilo será seu, você estará fazendo aquilo, você vê a realização nas suas mãos.
...como gostaria de viver nesta dimensão, nesta espontaneidade espiritual.
Que Deus me ajude a seguir o caminho pelo qual alcançarei os meus sonhos, os Seus sonhos. Se nenhuma destas linhas ferrenhas da vida for a benção destinada a mim, que Ele me faça voar, e contemplar o mistério do viver com os olhos bem abertos e sóbrios, livres da ilusão.